segunda-feira, 24 de agosto de 2009

samurais.



Hoje quando tive a ideia de relatar uma noite cheia do bom e velho blues, e de mulheres sedentas em busca de redenção, me deparei com um velho conhecido que foi o principal personagem de um fato que marcou minha adolencência.

Essa historia se passa por volta de seis anos atrás, eu tinha contato com umas pessoas que me levou a comparecer a uma festa, festa na qual eu não era tão adepto assim aos convidados, mas como minha maior virtude acaba se transformando em minha pior qualidade, ali estava eu pela "virtude" de não fazer acepção de pessoas. ingerindo doses maciças de álcool, já embriagado pelo aroma que exalava de uma bela moça que me fazia um afago, quando ao longe escutei o barulho de uma moto que se aproximava em velocidade constante, foi então que vi um rapaz, trazendo em sua face um olhar que poucas vezes eu vi em minha curta e longa vida, foi quando ele sacou de posse uma arma calibre trinta e oito, começou a discutir com seu irmão mais velho, a discussão não se prolongou e ele desferiu cinco tiros em seu irmão.

Irmão esse que havia limpado suas fraldas, que também era seu primeiro espelho dentro de sua casa, que já não contava com a presença de seu pai falecido, por algo que não sei explicar até hoje, esses disparos não levou o irmão mais velho ao obíto, esses fato marcou pela violência, e pelo apego familiar que sempre fez parte de mim, mais hoje após o reencontro com o irmão mais velho que não veio a morte com os disparos, ao saber dos fatos que causaram aqueles disparos, pude entender, o sentimentos que até então não fazia parte do meu convívio.
A falta de maturidade de seu irmão mais novo, foi motivada pela derrota em uma briga domestica na qual ele saiu não só com sua face marcada mais com sua honra manchada, isso o levou a um desequilibrio que quase resultou na morte de seu irmão.

Esse fato me fez rever conceitos já adormecidos, perceber que minha persolidade de hoje contou com fatos como esse, que me fez estabelecer posturas que rebatem a essa e a trazer comigo coisas mais importantes do que honra, e não fazer com que me prenda a situações e limitações momentâneas, porque se hoje me envergonho de quando eu procedia de maneira, que não faria condizente com minha atual postura diante das mesmas situações, é justamente por saber que a linha que marca nossos dias neste espaço fisíco, o tão conhecido tempo vai passar, e as surpresas deste longo caminho vão me fazer olhar para o passado e ver limitações que já não serão parte da minha estrada, afinal minha linha de evolução é constante mas enquanto não trago a patente de um sábio, tento me esquivar e fazer-me desprendido de valores que não agregam a tão objectivada sabedoria. Talvez essa seja minha maior virtude saber de minhas limitações e da minha possibilidade de ascensão, e a certeza de que os dias se acabam e na maior parte deles se tornam irreversiveis .

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