sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sun days


Cansaço físico e mental, desequilíbrio, desanimo, fadiga e stress,

Bom nenhum desses males me aflinge, mas ultimamente sofro de uma preguiça infernal, as coisas que eu tratava como naturais estão se tornando grandes maratonas, ir de cá pra lá não é mais como era, sei que os lugares estão a mesma distancia, porém passei a pensar nas idas e vindas, ainda estou vivendo o inverno, inverno este que está mais longo que a encomenda, não vejo a hora de esticar as pernas nas cadeiras por ai, sentir a camisa pensando no corpo e ver o ar quente minar dos asfaltos, sentir os ventos quentes do norte e passar as tardes olhando as pernas coloridas pelo sol.

Iaias, quantas noites esperando que esse inverno glacial tivesse um fim, assim como a famosa frase dos cristãos "a tristeza pode durar uma noite inteira, mas a alegria vem ao amanhecer".

Sim é chegada a manhã e com ela as flores, com elas meus amores, trocarei o Blues pelo Jazz, o teto pela noite estrelada, a blusa pela regata e o tênis pelos chinelos, o Wisque pela cerveja gelada, por alguns meses será assim até que novamente o inverno retornará pra me lembrar de como é maravilhoso o verão, dias longos noites memoráveis, com todos os ingredientes necessários para um bom e belo rock in roll.

Here I am rock like harricane.





segunda-feira, 29 de agosto de 2011

De lá pra cá




Algumas coisas acontecem com a ajuda de fatores externos, quando achamos que o controle está em nossas mãos acontecem fatos fora do cotidiano que muda planos de meses de planejamento, e depois que acontecem pensamos e se tivesse ocorrido diferente, sempre tentamos imaginar além do que se vê, a ultima vez que algo desta natureza me ocorreu, foi no mínimo curioso.

Em uma noite que eu andava perdido pelo mundo, aproveitando o acaso, torcendo pra que nada modificasse meu caminho, fui surpreendido pela aparição da senhorita Adriana, era uma noite estranha, após passar por uma reunião entre amigos em um bar na região central de Osasco, fui levado a terminar a noite em uma choperia que pouco me agrada, só fui pra lá por causa da maldita lei do silêncio que assola a cidade em questão, minha chegada neste lugar foi comemorada por alguns amigos e por algumas moças do recinto, afinal carne fresca é sempre cobiçada, bêbemos e conversamos durante quase três horas neste lugar, após todos os ocorridos quando eu achava que iria pra casa descansar a carcaça em minha cama, um amigo me cutucou me mostrando a grata surpresa da noite, uma moça de óculos grandes, sorriso sincero e um ar de outro planeta, ela acabará de chegar roubando a cena das demais, todos viam mas ninguém se atreveu a dizer uma só palavra pra moça de fora.

Ela bailava ao som do que dizem ser música, pois é o deja-vú era a trilha sonora deste ambiente, ela parecia dançar outro ritimo, era leve, suave entre a ignorância dos demais, cavalos e éguas dançavam ao seu redor, como eu estou pra dança igual o deja-vú pra música decidi esperar o momento que ela estaria só, e com isso teria tempo pra elaborar um raciocínio mais eloquente pra atingir a desconhecida, porém o momento não se aproximava e ele estava cada vez mais distante de ser incomodada por mim.

Alguns minutos mais tarde, ela pareceu anunciar a despedida, eu anunciei meu suicídio se eu não conseguisse ouvir sua vóz, em um desespero mais que desesperado, embaralhei o raciocínio e fui aborda-lá, que sorriso, cabelos e rosto harmonizavam a face daquela pequena criatura, vejam o tamanho da audácia deste peão, chegar até a rainha sem se quer ser intermediado pelos bobos da corte, com a voz atravessada lhe disse um olá, recebi um holla como resposta, me apresentei e fui chamado de Dieguito, que surpresa ela não era de outro planeta era deste continente, porém de outro país, quase tão tropical quanto o meu mas lá se fala outra lingua, e ouvir aquelas palavras em castelhano me deixou a beira de um ataque cardíaco, pronto quase fiquei mudo.

Mas após o gelo ser quebrado começaram as risadas, ela e sua amiga me eram só ouvidos, e eu era um cérebro a ponto de entrar em colapso mental, quanta sensualidade em tão poucas palavras, mas como disse era hora da partida desta que chegará ao Brasil a apenas três dias, despedida calorosa seguidas de um wellcome to Brasil, e respondida com um gracias Dieguito, me liga que marcamos algo...

Apaixonante aparição, dolorosa e sublime, após este ocorrido houve uma aproximação mais quente e verdadeira, que grata surpresa, e olha que ganhar destaque entre as mulheres brasileiras não é tarefa fácil, mas está conseguiu com facilidade.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Time


Quantas vezes ouvir as pessoas dizerem, que ainda sou jovem e que tenho uma vida inteira pela frente, tenho e temos, porém não é tão simples como dizem, afinal esse tal tempo é rasteiro, passamos muito tempo gastando o tempo, distrações, o ato de não fazer nada esperando algo chegar, e ele sempre chega, o ladrão da noite, quanto mais se tem menos o aproveitamos, infância se torna adolescência e em pouco tempo nos vemos barbados, correndo de cima pra baixo atrás de dinheiro, muito é tão pouco, pouco então, mas não parramos, e vemos a corrida por sucesso como uma maratona, a passos lentos sem fôlego e com o sol esturricando os nossos miolos, e quando pensamos que ele se foi, lá está ele em nossas costas em mais uma manhã, e com o decorrer do tempo vamos aprendendo atalhos, ai está o perigo, quando nos dístraimos e achamos que a estrada já é conhecida, nos perdemos, hora por conta de avarias outras por causa do maldito tempo, que nos faz pensar que não vamos chegar, e nos ilude achando que está logo ali o pote de ouro.

E esse ciclo sem fim continua, até descobrirmos que nada foi em vão, já não somos os mesmos, e vamos nos acostumando com a lentidão de um corpo que correu demais, por que nunca ninguem avisou a hora certa, e por isso sempre perdemos o tiro de partida, existem corredores melhores que nos fazem parecer tartarugas, pois eles são bem mais habilidosos, e gastam minutos em uma tarefa que nos consomem um ano, mas ficar sem um ponto de referencia é ainda pior, pois nunca sabemos o quão evoluimos perante a um progresso geral.

É esse tão dinheiro parece ser mesmo o nosso calcanhar de aquiles, nos proporciona alegrias, e traz um pouco de cada elemento que nos faz viver, afinal nunca vi ninguem reclamar de uma mesa farta, ou de um carro confortável, e também nunca senti vontade de não te-lo, mais muitos dizem ser maldido, o mal da sociedade, o dedo que puxa o gatilho, eu o considero um aliado, um soldado que me faz favores tornando possivel alguns desejos, e me negando muitos, pois se um dia queremos a primeira classe, quando estamos nela em um voo tranquilo, pessamos está na hora de comprar um jato, e assim seguimos sem limites, rumo a felicidade que o tempo nos tira, levando os amigos, os pais, e por fim nos tragando, então quando estamos mais velhos pouco antes de sermos passado, falamos para os jovens, CALMA! vocês tem a vida inteira pela frente, não tenha essa pressa, e por fim eles nos olham e dizem meu tempo está acabando.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

E o novo?


Somos jovens, responsáveis por ditar o ritimo desta sociedade bucólica e descompaçada, que ainda vive como nos anos da inquisição, mudaram os hábitos o estilo mais nos dias de hoje ainda vemos "bruxas e bruxos" queimarem na fogueira dos preconceitos, fogueira essa que é alimentada pelo medo do diferente, pelo medo do novo, mais e quando esse novo conceito de vida já vem arrastado de geração em geração, bom difícil saber quem veio primeiro o ovo ou a galinha, porque desde que mundo é mundo as coisas acontecem do mesmo modo, as prostitutas compensam o desafecto das esposas infelizes, os homossexuais são vistos como criaturas de outro planeta, a mesma igreja ainda impõe os ensinamentos dos homens medievais, ainda se fala em fim do mundo, e por incrível que pareça ainda existe fome no mundo.

Medo, terrível vilão de mentes criativas e frutíferas, que ao invés de criar, criam barriga atrás de um funcionalismo publico ineficiente desde a origem da palavra, claro é mais seguro prestar uma prova e se esconder atrás de uma mesa de escritório, cómodo, muito cómodo por sinal passar umas horas do dia decidindo o que fazer com os salários supostamente altos, que de altos só tem o custo que a sociedade paga por um sistema falido de criatividade e criações, não os culpo romper a barreira do medo é difícil, afinal o que vão pensar de vocês se largarem a otima empresa que é o Bradesco pra investir economias de anos para abrir um banco que concede pequenos empréstimos pra pobres e pequenos empreendedores, obviamente dirão este rapaz/mulher é louco(a), pois a segurança de um salário é difícil de ser abandonada, mais saibam que foi desta forma que um homem ainda moleque criou este banco dos sonhos, emprestando pouco cobrando menos ainda e ganhando muito, bom visionários são raros, assim como são raras as pessoas que não tiveram a oportunidade de criar, desenvolver ou até mesmo sonhar com o impossível, portanto criem e não apenas desfrutem de patriarcas que não vivem mais, pois o mundo daqui a alguns bocado de anos ainda será o mesmo, já que o medo prende o criativo e faz com que o comum se torne sonho.

Dezembros


Em dias de verão é fácil notar a beleza nas ruas, tudo reluz em meio ao brilho do sol e aos ventos quentes do hemisfério norte, fazendo disparar os corações aflitos dos homens, as vestes se tornam apenas uma leve peça de roupa a balançar, é este tal vestido parece ser feito pra nos encantar, quando a noite surge revela a sede de um dia cheio de preocupações, pois é nos bares que essas belas mulheres costumam destilar veneno e sedução, noites quentes, sextas ardentes como brasa, tais aparições geram um impacto encadecente no inicio do verão, já que o inverno tratou de privar-nos de tal encanto, é quando ele se vai que percebemos o quanto o calor é valioso, e que esse gelo de Julho é o inferno na terra, terra de poucos e de raros aventureiros, que fazem pouco do frio e trazem um único lamento, a ausência das beleza feminina em seu real valor, a quem diga que no frio as pessoas se vestem melhor, e quem preza o bem das pessoas faz pouco do prejuízo estético que as mulheres sofrem no inverno.

Não é difícil lembrar dos bons e velhos decotes, as belas costas ao luar que giram em um bailar sutil, saudades dos tempos de calor, inimigo do mal humor,amante da bagunça, aliado do estrago e servo das maravilhas que passeiam em ruas que mais parecem passarelas.