segunda-feira, 29 de agosto de 2011

De lá pra cá




Algumas coisas acontecem com a ajuda de fatores externos, quando achamos que o controle está em nossas mãos acontecem fatos fora do cotidiano que muda planos de meses de planejamento, e depois que acontecem pensamos e se tivesse ocorrido diferente, sempre tentamos imaginar além do que se vê, a ultima vez que algo desta natureza me ocorreu, foi no mínimo curioso.

Em uma noite que eu andava perdido pelo mundo, aproveitando o acaso, torcendo pra que nada modificasse meu caminho, fui surpreendido pela aparição da senhorita Adriana, era uma noite estranha, após passar por uma reunião entre amigos em um bar na região central de Osasco, fui levado a terminar a noite em uma choperia que pouco me agrada, só fui pra lá por causa da maldita lei do silêncio que assola a cidade em questão, minha chegada neste lugar foi comemorada por alguns amigos e por algumas moças do recinto, afinal carne fresca é sempre cobiçada, bêbemos e conversamos durante quase três horas neste lugar, após todos os ocorridos quando eu achava que iria pra casa descansar a carcaça em minha cama, um amigo me cutucou me mostrando a grata surpresa da noite, uma moça de óculos grandes, sorriso sincero e um ar de outro planeta, ela acabará de chegar roubando a cena das demais, todos viam mas ninguém se atreveu a dizer uma só palavra pra moça de fora.

Ela bailava ao som do que dizem ser música, pois é o deja-vú era a trilha sonora deste ambiente, ela parecia dançar outro ritimo, era leve, suave entre a ignorância dos demais, cavalos e éguas dançavam ao seu redor, como eu estou pra dança igual o deja-vú pra música decidi esperar o momento que ela estaria só, e com isso teria tempo pra elaborar um raciocínio mais eloquente pra atingir a desconhecida, porém o momento não se aproximava e ele estava cada vez mais distante de ser incomodada por mim.

Alguns minutos mais tarde, ela pareceu anunciar a despedida, eu anunciei meu suicídio se eu não conseguisse ouvir sua vóz, em um desespero mais que desesperado, embaralhei o raciocínio e fui aborda-lá, que sorriso, cabelos e rosto harmonizavam a face daquela pequena criatura, vejam o tamanho da audácia deste peão, chegar até a rainha sem se quer ser intermediado pelos bobos da corte, com a voz atravessada lhe disse um olá, recebi um holla como resposta, me apresentei e fui chamado de Dieguito, que surpresa ela não era de outro planeta era deste continente, porém de outro país, quase tão tropical quanto o meu mas lá se fala outra lingua, e ouvir aquelas palavras em castelhano me deixou a beira de um ataque cardíaco, pronto quase fiquei mudo.

Mas após o gelo ser quebrado começaram as risadas, ela e sua amiga me eram só ouvidos, e eu era um cérebro a ponto de entrar em colapso mental, quanta sensualidade em tão poucas palavras, mas como disse era hora da partida desta que chegará ao Brasil a apenas três dias, despedida calorosa seguidas de um wellcome to Brasil, e respondida com um gracias Dieguito, me liga que marcamos algo...

Apaixonante aparição, dolorosa e sublime, após este ocorrido houve uma aproximação mais quente e verdadeira, que grata surpresa, e olha que ganhar destaque entre as mulheres brasileiras não é tarefa fácil, mas está conseguiu com facilidade.

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