sábado, 28 de novembro de 2009

Acordei?


Muito se explica sobre a capacidade do cérebro humano, e da sua atividade continua ininterrupta, até mesmo quando dormimos o nosso cérebro não repousa, às vezes revive momentos marcantes, outras vezes cria situações nunca vividas ou imaginadas pelo nosso consciente, o inconsciente é intrigante e incontrolável não se define um padrão para suas criações, sua forma mais criativa talvez seja os sonhos, sonhamos todas as noites algumas vezes nos recordamos outras não, mais o que mais me deixa entusiasmado com certos sonhos, é o fato de alguns não terem ligação alguma com a realidade, coisas que acontecem somente em minha mente, involuntariamente, pois não tenho o poder de controlar meus sonhos ou planejá-los apenas os vejo acontecer e ultimamente minhas noites/dias de sono têm sido proveitosas.

Em um desses sonhos recebi uma visita inédita, uma moça que não faz parte do meu convívio, tive um único contato pessoal com essa rara personagem, e neste sonho ela se mostrou em sua essência, além de perdida e desorientada, ela estava acima de tudo alcoolizada, trazia uma garrafa de wisque em uma das mãos e um sorriso trazido de um desses filmes de terror, ela não me reconheceu de primeiro impacto, a perfeição do sonho me fez sentir a respiração ofegante desta moça e seu doce perfume que fazia uma espécie de combinação com o aroma carregado do wisque, o fato mais curioso é que neste sonho eu estava com o braço quebrado, usando uma tipóia de apoio, a dor me incomodava, e a luz da lua estava iluminando a cidade que parcialmente estava no escuro, por conta de um acidente, após eu ter sido reconhecido, houve um brado por parte desta moça, ela gritou:

- Nossa! O que você está fazendo por essas bandas?

No sonho eu imaginei... aonde será que ela pensa que está, afinal eu estou a dois quarteirões da minha casa, depois disso pensado eu respondi :

-Onde você pensa que está?

Ela respondeu com certo ar de desconfiada.

-Estou indo pra casa de um amigo que mora no santa Inês II, mais eu confesso que estou meio perdida, mais você o que está fazendo aqui?

O que mais me espantou foi o tamanho da distancia mais em fim, o que pensei foi como ela conseguiu se perder daquela forma, afinal ela estava há 100 km de sua casa, eu então respondi:

-Estou aqui por que moro aqui!

-Você está em Osasco, mais precisamente no bairro do Novo Osasco, e eu moro duas ruas abaixo.

Depois de explicar o lugar onde ela estava e conseguir identificar o motivo dela estar ali, ela compartilhou de seu wisque, que eu consegui sentir o gosto, resolvemos que não adiantaria sofrer antecipadamente, que depois ela trataria de ir pra casa, tivemos uma longa conversa, lembro de algumas coisas que foram ditas, mais nem de tudo, o curioso é que ela apesar de bêbada estava com a dicção perfeita e eu estava falando meio enrolado por conta de alguns goles, no final das contas ela resolveu que iria embora na manhã seguinte, gastamos o restante da noite de um modo que não me é recomendado descrever, a intensidade do sonho foi tão grande que só me dei conta de que era um sonho, minutos após ter acordado e ter visto que ela não estava ao meu lado.

O motivo desse relato é mostrar meu espanto com esse sonho, que pra alguns se trata de uma experiência sobrenatural, pois no mesmo dia quebrei o braço e algumas coisas que conversamos aconteceu, o fato do acidente deixar parte do lugar sem energia elétrica foi só uma das coisas que se repetiu na realidade, sem falar na riqueza de detalhes que pude ter, eu acordei com indícios que eu realmente havia tido uma noite intensa voltando pro sonho, pude sentir o calor de seus lábios neste sonho, mais o mais curioso é como eu criei em meu subconsciente tantos detalhes sem nunca ter nenhum envolvimento efetivo com essa moça e por que com ela, em fim às vezes os sonhos se tornam mais reais do que a realidade, pois já me envolvi com algumas mulheres que não conseguiram fazer com que eu chegasse naquele estado de percepção, e aposto que não me esquecerei deste sonho o que já não afirmo sobre alguns fatos reais.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

São Paulo




Nunca mais a natureza das manhãs a beleza está em ver os artifícios de cimentos, na bela e linda zona sul desta cidade, que mais parece um catado de gente amontoados, obrigados a conviver em sociedade, sociedade de difícil compreendimento onde a verdade é um avesso, onde quem tem grana faz o que quer, e quem não têm utiliza da criatividade e da superação para atingir seus objetivos, tendo essa como minha caracteristica mais desenvolvida aprendi a driblar certas adversidades para me sobre-sair as dificuldades que meu estado financeiro causa.


Vivo em uma região que é uma das mais diversas do mundo, a grande São Paulo tem seus atrativos, bares, casas de shows, temos presente em uma única região todos os tipos de culinária e bares tematicos, as coisas por aqui realmente acontecem, a grande movimentação económica é concentrada em uma unica avenida, mais o que é comum em grandes megalopoles é o grande fluxo de carros, temos 25% da frota nacional de veiculos circulando por aqui, em uma unica cidade temos a contribuição das belezas femininas de todos os estados brasileiros que também tem espaço para as aparições estrangeiras, um charme peculiar desta cidade, onde nada é o que realmente parece, onde as pessoas mal se conhecem, se esbarrando, se "conhencendo" e nunca se envolvendo, poucas amizades, muitos colegas, a natureza noturna é um lado peculiar desta região, mulheres de diferentes costumes e hábitos, lugares distintos mais na grande maioria dos casos a mesma intenção, apagar um dia de trabalho ou preocupação, nos bares encontramos grandes massas ingerindo o liquido etílico que é consumido por grande parte deste publico a cerveja , que na sua grande parte procuram um parceiro(a) para a noite, a intensão do não compromisso é visível nas mulheres e homens deste tipo de ambiente, que conta com a vontade como sua caracteristica principal.

Já em outros cantos da cidade temos os parques, Ibirapuera,villa lobos, indepêndecia e outros, onde é comum vermos a pratica de esportes e a interação com o que sobrou de natural nesta região, todos se dizem felizes e contrários a vida nas cidades do interior, mais quando temos um feriado prolongado ou ferias de fim de ano a cidade fica praticamente entregue as moscas, todos procuram as cidades litorâneas ou interioranas em busca de lazer e descanso, é quando a cidade fica mais agradável, a massa não está em tudo que se vê, o transito não é caotico e a vida fica mais visível, e menos artificial.

Contamos também com a presença dos nordestinos o povo mais responsável pela evolução desta cidade, trabalhadores iniqualaveis, mão de obra indispensável, tudo o que se vê no ramo da construção se deve aos primeiros retirantes, Temos também o centro de distribuição de frutas, vegetais e grãos do sudeste, onde grande parte da distribuição passa pelas mãos desses homens e mulheres, pessoas de temperamento explosivo, pacificos em sua grande maioria. São os melhores amigos que se possa ter, inteligentes simples e são os únicos inimigos que não quero ter.

Essa mescla de tudo tem como resultado essa bela e grande metrópole chamada São Paulo.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Glorioso palestra




Poucos e seletos torcedores sabem da gloria que é ser Palmeirense, um campeão desde sua origem, conhecido pela famosas academias de futebol, por ser o unico clube no mundo a vestir a camisa da seleção de seu pais, em tempos onde craques e guerreiros transformaram a lealdade em padrão, uma defesa insuperável, ataque que trazia a raça de ídolos como Edmundo e Evair, o que me acostumou a ser um Palmeirense chato e arrogante, na infância assim como todo palmeirense vi esses bravos guerreiros dar o sangue pelo símbolo de maior expressão no futebol brasileiro, que hoje conta com um único e verdadeiro guerreiro, um santo que não encontra se quer uma explicação para os atos vistos ontem, ou talvez tenha se esquecido de seus antigos companheiros que hoje assistem as partidas se perguntando cadê o futebol.

Mas a torcida essa sim, continua cantando e vibrando e esperando por melhores tempos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Quanto mais conheço o homem mais eu gosto do meu cão.


A decepção é equivalente ao nivel da expectativa, ultimamente tenho escutado muito que sou um dos ultimos "romanticos", e que acredito muito nas pessoas, ou pelo menos quero acreditar, mais os ultimos fatos me fazem crer que estou errando na minha visão sobre as coisas, não que eu esteja indignado ou espantado com as injurias e por assim dizer injustiças que tenho sofrido.

tenho sido freguentemente indusido há acreditar nas palavras de algumas pessoas que me dizem, não acredite em nada que ande sobre duas pernas, acredite somente naquela que te deu a vida, o restante são eternamente corrumpiveis, e ultimamente todos têm decepcionado, decepção que é causada pela expectativa gerada por mim, isso de certa forma é sim culpa minha, ou talvez seja da meu excesso de fé, ao certo não sei mais sinto que a cada dia perco um pouco da habilidade de ver as coisas boas nas pessoas.

A falsidade e a má intenção tem me perseguido, e sinto que de alguma forma estão menospresando minha inteligencia será que demonstro essa burrice que acham que tenho, coitados mal sabem a errascada que estão entrando, pois a arvore é conhecida somente pelos frustos, e não pelas cascas, cascas essas que são pouco vistas porem bem ofensivas, e aqueles que acham que embaixo da minha arvore existe sombra e abrigo o sulficiente, e acham que seus atos não veem sido observados, não se enganem, não façam daqui um abrigo, aconselho não é seguro, se sou um romantico e acho que a vida é bela, é por que ela é, o problema são as expectativas não correspondidas, isso gera uma especie de magoa que não demora muito a sangrar, mais tenho certeza que são superaveis, mas não são esquecidas, e quando tentar se achegar até mim, não se esqueça eu me lembro, sei que não existe erro que não possa ser reparado, porém as coisas nunca voltam a ser o que eram, e nem devem voltar. e ai vai um cliche. Errar é humano, perdoar é divino, não tenho a capacidade de guardar rancor, mais crio uma especie de defesa, contra tais atos, afinal um cavaleiro de ouro não cai duas vezes no mesmo golpe.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Apocalipse não!

s
Existem no mínimo 1000 teorias sobre o fim dos tempos, algumas baseadas em números e astro-física, outras em uma visão deturpada de um livro chamado Apocalipse, calendários como o chinês, e sem falar na suposta previsão do calendário dos mayas, que é capaz de prever data e hora para o fim do mundo.

Entre alguns profetas conhecidos pelas suas previsões que se provaram ser falsas, existem alguns que afirmam que de alguma forma, o plano divino foi cancelado, por fé da humanidade ou esperança do criador em suas criaturas, contamos também com a criatividade dos diretores de filmes e series que dão vida a imaginação da humanidade.
essas criações e crenças tem um significado, a necessidade que temos de encontrar respostas para a nossa passagem na terra, afinal somos os únicos seres que sabemos da certeza que é a morte, assim criamos um modo de explicar coisas que são teoricamente improvaveis ou sustentáveis tanto pela igreja quanto pelos químicos físicos e estudiosos, o que é fácil de entender é que onde existe estudo inexiste a religião, é claro que isso tem uma explicação, quanto mais o homem cria capacidade de raciocínio menos ele passa acreditar nos escrúpulos bíblicos, perdem a crença em um Deus que é tão perfeito e imponente que cria um mundo onde tudo tem perfeita sincronia e respira harmonia natural, onde até mesmo as aves tem seu lugar, e segundo um dos livros do cristianismo , Deus tem uni ciência, uni presença como suas maiores forças e mesmo assim é capaz de criar um inimigo, mais conhecido como Lúcifer, um anjo que resolve que deve destronar o criador, quanta contradição ou crueldade, pois no meio dessa guerra eterna está a humanidade que teoricamente funciona como balança, pois cada alma que Lúcifer desvia, ou Deus salva é contabilizada e neste placar estão condenados e salvos, mas deixando bem claro que não temos escolhas,e se temos ele já sabe de nosso destino, nossas decisões e mesmo assim põe seus filhos na prancha pronto pra cair no mar de fogo, e enquanto isso a humanidade acha um absurdo pais que batem em seus filhos, o que eu acho ser bem menos cruel, mais é claro essa é uma visão particular de um Deus que criaram como consolo ou por necessidade de equilíbrio, ao certo eu não sei, mas o fato que eu constatei é que no mínimo esse Deus é cruel, e tem um péssimo senso de humor, pois tudo que se diz de seu nome é blasfémia, e já o demonio é o mais coitado de todos, pois nasceu com o fardo de ser o inimigo do maior dos poderes do universo, universo esse que ele criou, portanto seu poder é infindável, e sabe o que é engraçado, a maneira como esse diabo se da bem em cima de Deus, é no mínimo curioso.

Já retomando o assunto de Apocalipse, custo acreditar nestas previsões, pois tudo o que se diz é que o fim é certo, que os humanos serão varridos da face da terra, e isso tem sido dito a pelo menos 2009 anos, e até a presente data nada, todas profecias falharam, os religiosos rebatem as previsões, mais acreditam em um manuscrito que relata esse suposto fim, eu do outro lado analizo essas informações gravadas em minha mente, desde o meu nascimento, sou obrigado acreditar em um diabo, em um Deus e no fim do mundo, por mera influencia, pois tudo que tenho de conhecimento é extraído de fontes tendenciosas e infundaveis, pois se sou um torcedor do palmeiras, falo português e não me atiro com um avião em cima de prédios, isso se deve ao meio que convivo, e é claro as tendencias que tenho, pois quando escuto uma musica que não me agrada, logo chego a conclusão de não ser o que quero para meus ouvidos, já com a religião é mais complicado pois é quase um caminho sem volta, existem pessoas que mudam de religião mais são poucas as que perdem por total a fé, comparo isso ao amor pelo time escolhido ainda na infancia, existem pessoas que desanimam, se frustram mais nenhuma troca de time por uma derrota, confirmando essa tese, eu acredito na existência de um criador, não este Deus da bíblia, que é no minimo crontraditorio, mas essa suposta crença tenho se deve ao fato da perfeição que o universo tem, seus mínimos detalhes e equilíbrio, me faz acreditar que é impossível ser fruto de uma mera explosão e acidentes químicos com a ajuda da evolução biológica, e por assim dizer tenho essa fé, mesmo que seja em algo abstrato, tenho uma certa resposta, mas não tenho o consolo dos religiosos, que por sinal estão bem mais felizes que eu,pois acham respostas para os escrúpulos da humanidade e tem sua vida eterna por assim dizer garantida.

Na visão limitada que tenho da vida, sei que o fim deste mundo é certo, no dia em que o laudo constar que meu coração já não bate, será dado o fim, o fim desde mundo pra mim, essa certeza é a unica que tenho, vida pós morte e antecipação de fatos pertencem ao campo sobrenatural, e isso não me pertence.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Diego Snooker




Hoje quando me dirigia até o trabalho, fui abordado por um cara, aparentando ter por volta de uns trinta anos de idade, esse se achegou até mim e perguntou:

- você ainda joga?

No momento, alem de meio sonolento eu estava com a cabeça no mundo da lua por assim dizer, minha resposta foi lenta e interrogativa, sem falar no tom ignorante que postei a voz:

- jogo o que amigo?

-você me conhece?

- sim tenho certeza que era você, pode não se lembrar mais você me desafiou há algum tempo atrás, pra uma partida de sinuca, e você ganhou, lembro que você era menor, isso foi a quase três anos, se lembra de mim?

Ele realmente me conhecia, mais eu não me lembrei de onde.

-desculpe-me, mais onde foi essa tal partida?

- foi em um bar que já fechou ali na Antonio agú, lembro de algumas vezes ter jogado com você por lá, seu apelido era snooker, não era? Ou era alemão?

- rapidamente me lembrei das vezes que aquele cabra e eu realmente jogamos.

- Agora lembrei você é o Renam amigo do Paulinho!

E o dialogo prosseguiu, e o assunto principal era a época vivida há três anos, as garotas e a maneira como a estrutura do bar era propicia para coisas não muito convencionais, a conversa foi breve porem tive a sensação de ter sido uma longa conversa, e acabou quando ele me questionou sobre o porque de eu ter parado de jogar sinuca, se na época eu já era um dos melhores, imagina se eu tivesse dado seguimento, eu respondi:

-Cara não sei mais as coisas mudam e hoje não tenho a mesma vontade, ou entusiasmo da época.

E assim o “estranho” de hoje e conhecido da época se foi.

E como sempre volto a dizer do passado, constante em minha vida, talvez por ter sido recente, mais a pessoa que vivi, teve uma evolução ou mutação, que posso afirmar que os fatos acontecidos foi há aproximadamente, 100 anos atrás, não que me condene pelo passado, de certa forma eu me diverti a valer, tinha amigos sinceros, era famoso na época de colégio talvez por ser sociável e ter passado mais tempo que a maioria no período do ensino médio , o fato é que quase todos me conheciam, e os que não conheciam tinham grandes chances de me encontrar pelos arredores da região central de Osasco, onde fica a escola, eu realmente era um ótimo jogador de sinuca, de onde eu tirava umas cervejas extras, já que minha grana era curta, e totalmente revertida pra “safadagem” que até os dias de hoje acredito ser o dinheiro mais bem gasto, eu não jogava pelo dinheiro, era mais pela diversão, e era boa a sensação de ser quase imbatível, lembro de passar dias sem que eu pagasse uma cerveja se quer, e derrepente a diversão acabou, e abri mão da mesa de sinuca, e sem perceber passei anos sem jogar, e o mais surpreendente é a maneira como mudo o meu caminho, as vezes nem percebo minhas escolhas e opções, quando me deparo diante de um caminho diferente, acho bacana pois na maior parte das vezes, o rumo das coisas mudam sem eu se quer entender.

Evolução, opção, acaso, destino, não sei ao certo o que vem traçando esses caminhos, mais o mais satisfatório é olhar-me hoje, e me sentir feliz por minhas escolhas e ver que na maior parte das vezes eu acertei, e as em que errei o acaso fez-se amigo, independentemente do destino sei que vou estar satisfeito com minhas futuras escolhas, afinal quem serei dependera do meu hoje, e meu hoje se deve ao fato de ter um passado de boas escolhas e ter a sorte como aliada.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Acréscimos




A pergunta é a seguinte:

- Quanto tempo perdemos esperando?

Passamos longos minutos do dia esperando, o ônibus, trem o jantar, em fim coisas que de alguma forma são necessárias para o prosseguimento dos nossos dias, algumas vezes perdemos a paciência outras não damos por falta o tempo perdido.

De fato esperar não é uma pratica que me agrada, mas nos últimos meses é o que tem feito meu humor ser desastrosamente alterado, e em um breve calculo, pude constatar que 50% do meu dia, é severamente comprometido por conta desta maldita espera.

Mas o que mais tem me incomodado, é a espera “vã”, sigo a esperar que as lacunas da minha vida sejam preenchidas, espero coisas como, uma melhora no meu estado financeiro, que há muito não se faz condizente com meus planos e pretensões, espero que de alguma forma as coisas se encaixem, que por fim o meu universo conspire a meu favor.

Mas o que percebo é que esse momento está cada vez mais distante, o tempo parece correr contra mim, como em uma partida de futebol, quando meu time está com o placar adverso e faltam apenas os minutos que o arbitro acrescentará a partida.

Minha vida está se tornando a cada dia que passa mais determinada por minhas escolhas, o dia que vivo hoje influencia diretamente, o êxito do dia seguinte, para fazer essas escolhas é necessário certo tempo, mas esse tempo torna cada vez mais curto, sei que estes momentos se tornaram cada vez mais freqüentes e prioritários em minha vida, na medida em que o tempo for passando.

O paradoxo que me encontro, é devido há um fator externo, quando as pessoas que concedo o poder de influenciar meus dias, tem a necessidade de tomar decisões sobre fatores, que mudariam todo o meu caminho, neste caso o relógio parece parar, meu time já nesta altura da partida, está vencendo com dois jogadores a menos, e sofre com a pressão do adversário que está cada vez mais próximo do gol.

É desta maneira que tenho vivido os últimos dias, em uma eterna espera, obrigatoriamente correndo atrás do tempo que muitas vezes corre atrás de mim.