
Cansaço físico e mental, desequilíbrio, desanimo, fadiga e stress,









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Muito se explica sobre a capacidade do cérebro humano, e da sua atividade continua ininterrupta, até mesmo quando dormimos o nosso cérebro não repousa, às vezes revive momentos marcantes, outras vezes cria situações nunca vividas ou imaginadas pelo nosso consciente, o inconsciente é intrigante e incontrolável não se define um padrão para suas criações, sua forma mais criativa talvez seja os sonhos, sonhamos todas as noites algumas vezes nos recordamos outras não, mais o que mais me deixa entusiasmado com certos sonhos, é o fato de alguns não terem ligação alguma com a realidade, coisas que acontecem somente em minha mente, involuntariamente, pois não tenho o poder de controlar meus sonhos ou planejá-los apenas os vejo acontecer e ultimamente minhas noites/dias de sono têm sido proveitosas.
Em um desses sonhos recebi uma visita inédita, uma moça que não faz parte do meu convívio, tive um único contato pessoal com essa rara personagem, e neste sonho ela se mostrou em sua essência, além de perdida e desorientada, ela estava acima de tudo alcoolizada, trazia uma garrafa de wisque em uma das mãos e um sorriso trazido de um desses filmes de terror, ela não me reconheceu de primeiro impacto, a perfeição do sonho me fez sentir a respiração ofegante desta moça e seu doce perfume que fazia uma espécie de combinação com o aroma carregado do wisque, o fato mais curioso é que neste sonho eu estava com o braço quebrado, usando uma tipóia de apoio, a dor me incomodava, e a luz da lua estava iluminando a cidade que parcialmente estava no escuro, por conta de um acidente, após eu ter sido reconhecido, houve um brado por parte desta moça, ela gritou:
- Nossa! O que você está fazendo por essas bandas?
No sonho eu imaginei... aonde será que ela pensa que está, afinal eu estou a dois quarteirões da minha casa, depois disso pensado eu respondi :
-Onde você pensa que está?
Ela respondeu com certo ar de desconfiada.
-Estou indo pra casa de um amigo que mora no santa Inês II, mais eu confesso que estou meio perdida, mais você o que está fazendo aqui?
O que mais me espantou foi o tamanho da distancia mais em fim, o que pensei foi como ela conseguiu se perder daquela forma, afinal ela estava há 100 km de sua casa, eu então respondi:
-Estou aqui por que moro aqui!
-Você está em Osasco, mais precisamente no bairro do Novo Osasco, e eu moro duas ruas abaixo.
Depois de explicar o lugar onde ela estava e conseguir identificar o motivo dela estar ali, ela compartilhou de seu wisque, que eu consegui sentir o gosto, resolvemos que não adiantaria sofrer antecipadamente, que depois ela trataria de ir pra casa, tivemos uma longa conversa, lembro de algumas coisas que foram ditas, mais nem de tudo, o curioso é que ela apesar de bêbada estava com a dicção perfeita e eu estava falando meio enrolado por conta de alguns goles, no final das contas ela resolveu que iria embora na manhã seguinte, gastamos o restante da noite de um modo que não me é recomendado descrever, a intensidade do sonho foi tão grande que só me dei conta de que era um sonho, minutos após ter acordado e ter visto que ela não estava ao meu lado.
O motivo desse relato é mostrar meu espanto com esse sonho, que pra alguns se trata de uma experiência sobrenatural, pois no mesmo dia quebrei o braço e algumas coisas que conversamos aconteceu, o fato do acidente deixar parte do lugar sem energia elétrica foi só uma das coisas que se repetiu na realidade, sem falar na riqueza de detalhes que pude ter, eu acordei com indícios que eu realmente havia tido uma noite intensa voltando pro sonho, pude sentir o calor de seus lábios neste sonho, mais o mais curioso é como eu criei em meu subconsciente tantos detalhes sem nunca ter nenhum envolvimento efetivo com essa moça e por que com ela, em fim às vezes os sonhos se tornam mais reais do que a realidade, pois já me envolvi com algumas mulheres que não conseguiram fazer com que eu chegasse naquele estado de percepção, e aposto que não me esquecerei deste sonho o que já não afirmo sobre alguns fatos reais.





- você ainda joga?
No momento, alem de meio sonolento eu estava com a cabeça no mundo da lua por assim dizer, minha resposta foi lenta e interrogativa, sem falar no tom ignorante que postei a voz:
- jogo o que amigo?
-você me conhece?
- sim tenho certeza que era você, pode não se lembrar mais você me desafiou há algum tempo atrás, pra uma partida de sinuca, e você ganhou, lembro que você era menor, isso foi a quase três anos, se lembra de mim?
Ele realmente me conhecia, mais eu não me lembrei de onde.
-desculpe-me, mais onde foi essa tal partida?
- foi em um bar que já fechou ali na Antonio agú, lembro de algumas vezes ter jogado com você por lá, seu apelido era snooker, não era? Ou era alemão?
- rapidamente me lembrei das vezes que aquele cabra e eu realmente jogamos.
- Agora lembrei você é o Renam amigo do Paulinho!
E o dialogo prosseguiu, e o assunto principal era a época vivida há três anos, as garotas e a maneira como a estrutura do bar era propicia para coisas não muito convencionais, a conversa foi breve porem tive a sensação de ter sido uma longa conversa, e acabou quando ele me questionou sobre o porque de eu ter parado de jogar sinuca, se na época eu já era um dos melhores, imagina se eu tivesse dado seguimento, eu respondi:
-Cara não sei mais as coisas mudam e hoje não tenho a mesma vontade, ou entusiasmo da época.
E assim o “estranho” de hoje e conhecido da época se foi.
E como sempre volto a dizer do passado, constante em minha vida, talvez por ter sido recente, mais a pessoa que vivi, teve uma evolução ou mutação, que posso afirmar que os fatos acontecidos foi há aproximadamente, 100 anos atrás, não que me condene pelo passado, de certa forma eu me diverti a valer, tinha amigos sinceros, era famoso na época de colégio talvez por ser sociável e ter passado mais tempo que a maioria no período do ensino médio , o fato é que quase todos me conheciam, e os que não conheciam tinham grandes chances de me encontrar pelos arredores da região central de Osasco, onde fica a escola, eu realmente era um ótimo jogador de sinuca, de onde eu tirava umas cervejas extras, já que minha grana era curta, e totalmente revertida pra “safadagem” que até os dias de hoje acredito ser o dinheiro mais bem gasto, eu não jogava pelo dinheiro, era mais pela diversão, e era boa a sensação de ser quase imbatível, lembro de passar dias sem que eu pagasse uma cerveja se quer, e derrepente a diversão acabou, e abri mão da mesa de sinuca, e sem perceber passei anos sem jogar, e o mais surpreendente é a maneira como mudo o meu caminho, as vezes nem percebo minhas escolhas e opções, quando me deparo diante de um caminho diferente, acho bacana pois na maior parte das vezes, o rumo das coisas mudam sem eu se quer entender.
Evolução, opção, acaso, destino, não sei ao certo o que vem traçando esses caminhos, mais o mais satisfatório é olhar-me hoje, e me sentir feliz por minhas escolhas e ver que na maior parte das vezes eu acertei, e as em que errei o acaso fez-se amigo, independentemente do destino sei que vou estar satisfeito com minhas futuras escolhas, afinal quem serei dependera do meu hoje, e meu hoje se deve ao fato de ter um passado de boas escolhas e ter a sorte como aliada.



