quinta-feira, 21 de julho de 2011

Time


Quantas vezes ouvir as pessoas dizerem, que ainda sou jovem e que tenho uma vida inteira pela frente, tenho e temos, porém não é tão simples como dizem, afinal esse tal tempo é rasteiro, passamos muito tempo gastando o tempo, distrações, o ato de não fazer nada esperando algo chegar, e ele sempre chega, o ladrão da noite, quanto mais se tem menos o aproveitamos, infância se torna adolescência e em pouco tempo nos vemos barbados, correndo de cima pra baixo atrás de dinheiro, muito é tão pouco, pouco então, mas não parramos, e vemos a corrida por sucesso como uma maratona, a passos lentos sem fôlego e com o sol esturricando os nossos miolos, e quando pensamos que ele se foi, lá está ele em nossas costas em mais uma manhã, e com o decorrer do tempo vamos aprendendo atalhos, ai está o perigo, quando nos dístraimos e achamos que a estrada já é conhecida, nos perdemos, hora por conta de avarias outras por causa do maldito tempo, que nos faz pensar que não vamos chegar, e nos ilude achando que está logo ali o pote de ouro.

E esse ciclo sem fim continua, até descobrirmos que nada foi em vão, já não somos os mesmos, e vamos nos acostumando com a lentidão de um corpo que correu demais, por que nunca ninguem avisou a hora certa, e por isso sempre perdemos o tiro de partida, existem corredores melhores que nos fazem parecer tartarugas, pois eles são bem mais habilidosos, e gastam minutos em uma tarefa que nos consomem um ano, mas ficar sem um ponto de referencia é ainda pior, pois nunca sabemos o quão evoluimos perante a um progresso geral.

É esse tão dinheiro parece ser mesmo o nosso calcanhar de aquiles, nos proporciona alegrias, e traz um pouco de cada elemento que nos faz viver, afinal nunca vi ninguem reclamar de uma mesa farta, ou de um carro confortável, e também nunca senti vontade de não te-lo, mais muitos dizem ser maldido, o mal da sociedade, o dedo que puxa o gatilho, eu o considero um aliado, um soldado que me faz favores tornando possivel alguns desejos, e me negando muitos, pois se um dia queremos a primeira classe, quando estamos nela em um voo tranquilo, pessamos está na hora de comprar um jato, e assim seguimos sem limites, rumo a felicidade que o tempo nos tira, levando os amigos, os pais, e por fim nos tragando, então quando estamos mais velhos pouco antes de sermos passado, falamos para os jovens, CALMA! vocês tem a vida inteira pela frente, não tenha essa pressa, e por fim eles nos olham e dizem meu tempo está acabando.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

E o novo?


Somos jovens, responsáveis por ditar o ritimo desta sociedade bucólica e descompaçada, que ainda vive como nos anos da inquisição, mudaram os hábitos o estilo mais nos dias de hoje ainda vemos "bruxas e bruxos" queimarem na fogueira dos preconceitos, fogueira essa que é alimentada pelo medo do diferente, pelo medo do novo, mais e quando esse novo conceito de vida já vem arrastado de geração em geração, bom difícil saber quem veio primeiro o ovo ou a galinha, porque desde que mundo é mundo as coisas acontecem do mesmo modo, as prostitutas compensam o desafecto das esposas infelizes, os homossexuais são vistos como criaturas de outro planeta, a mesma igreja ainda impõe os ensinamentos dos homens medievais, ainda se fala em fim do mundo, e por incrível que pareça ainda existe fome no mundo.

Medo, terrível vilão de mentes criativas e frutíferas, que ao invés de criar, criam barriga atrás de um funcionalismo publico ineficiente desde a origem da palavra, claro é mais seguro prestar uma prova e se esconder atrás de uma mesa de escritório, cómodo, muito cómodo por sinal passar umas horas do dia decidindo o que fazer com os salários supostamente altos, que de altos só tem o custo que a sociedade paga por um sistema falido de criatividade e criações, não os culpo romper a barreira do medo é difícil, afinal o que vão pensar de vocês se largarem a otima empresa que é o Bradesco pra investir economias de anos para abrir um banco que concede pequenos empréstimos pra pobres e pequenos empreendedores, obviamente dirão este rapaz/mulher é louco(a), pois a segurança de um salário é difícil de ser abandonada, mais saibam que foi desta forma que um homem ainda moleque criou este banco dos sonhos, emprestando pouco cobrando menos ainda e ganhando muito, bom visionários são raros, assim como são raras as pessoas que não tiveram a oportunidade de criar, desenvolver ou até mesmo sonhar com o impossível, portanto criem e não apenas desfrutem de patriarcas que não vivem mais, pois o mundo daqui a alguns bocado de anos ainda será o mesmo, já que o medo prende o criativo e faz com que o comum se torne sonho.

Dezembros


Em dias de verão é fácil notar a beleza nas ruas, tudo reluz em meio ao brilho do sol e aos ventos quentes do hemisfério norte, fazendo disparar os corações aflitos dos homens, as vestes se tornam apenas uma leve peça de roupa a balançar, é este tal vestido parece ser feito pra nos encantar, quando a noite surge revela a sede de um dia cheio de preocupações, pois é nos bares que essas belas mulheres costumam destilar veneno e sedução, noites quentes, sextas ardentes como brasa, tais aparições geram um impacto encadecente no inicio do verão, já que o inverno tratou de privar-nos de tal encanto, é quando ele se vai que percebemos o quanto o calor é valioso, e que esse gelo de Julho é o inferno na terra, terra de poucos e de raros aventureiros, que fazem pouco do frio e trazem um único lamento, a ausência das beleza feminina em seu real valor, a quem diga que no frio as pessoas se vestem melhor, e quem preza o bem das pessoas faz pouco do prejuízo estético que as mulheres sofrem no inverno.

Não é difícil lembrar dos bons e velhos decotes, as belas costas ao luar que giram em um bailar sutil, saudades dos tempos de calor, inimigo do mal humor,amante da bagunça, aliado do estrago e servo das maravilhas que passeiam em ruas que mais parecem passarelas.